O que é a Igreja?
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Paul Washer – Você é amado
Quero compartilhar um video que nos foi passado.
Que esta mensagem possa te edificar.
No amor de Jesus…
Rômulo Racanelli
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Frutos e obras
Há muitas “obras” da carne, porém, um só “fruto do Espírito”. Obras são realizadas por mãos humanas, o fruto brota e cresce sem que a árvore se aperceba disso. Obras são coisas mortas; o fruto encerra sementes que, por sua vez, produzirão novos frutos. Obras podem existir por si só; o fruto não pode existir sem a árvore. O fruto é sempre o totalmente maravilhoso, realizado, não algo planejado, mas crescido.
O fruto do Espírito é dádiva realizada exclusivamente por Deus. Quem o produz sabe dele tanto quanto a árvore sabe do fruto que nela cresce. Conhece tão-somente a força daquele do qual vive. Aqui não existe glória, mas somente a união cada vez mais íntima com a origem, com Cristo. Os próprios santos não têm consciência do fruto da santificação que estão a produzir. A mão esquerda não sabe o que a direita faz. Se quisessem saber algo, se quisessem cair na autocontemplação, já se teriam desligado da raiz, e o tempo do fruto já teria passado. “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.” (Gal 5:22)
Texto extraído do livro Discipulado de Dietrich Bonhoeffer
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O Mistério do Sofrimento
Extraído do livro: Não Desperdice Suas Lágrimas (Paul E. Bilheimer).
Sofrer é a norma do universo
Deus está chamando e preparando uma companheira eterna chamada a
Noiva, que deve sentar-se com seu Filho no trono, na qualidade de
co-regente nos séculos por vir (Ap 3.21). A fim de qualificar-se para
esta exaltada posição, os que fazem parte da Noiva devem assemelhar-se
ao Filho, tanto quanto for possível o finito tornar-se parecido com o
infinito. Se quiserem qualificar-se para seus elevados deveres, devem
partilhar do caráter do próprio Deus, que é amor ágape. Esta é a norma
do universo, o ideal que Deus está trabalhando para implantar na ordem
social eterna. Mas essa virtude de caráter não pode ser desenvolvida
na humanidade decaída sem sofrimento.
Glória e Sofrimento
Isto explica a revelação inspirada de Paulo: “Se sofrermos, também com
ele reinaremos” (2 Tm 2.12 – Ed. Revista e Corrigida). De acordo com
Romanos 5.3-5, sofrimento resulta em caráter (amor ágape), e caráter é
requisito indispensável ao governo. Visto como não há desenvolvimento
do caráter sem sofrimento, todos aqueles que Deus está preparando para
reinar junto com seu Filho terão de passar pelo sofrimento.
O Profundo Dano da Queda
Deus declarou que Adão antes do pecado era “muito bom”, mas a Queda
provocou danos fundamentais a Adão e à sua descendência. Deixou a raça
centrada em si mesma. A centralidade do eu é a própria essência de
todo pecado e miséria, e resulta em autodestruição. É o âmago da
hostilidade, e a hostilidade é o âmago do inferno, sua essência e
marca característica. A centralidade do eu é a antítese da santidade
ou do amor ágape, marca característica e essência do céu.
A Necessidade de Descentralização
A fim de trazer o indivíduo à semelhança de seu Filho, Deus precisa
primeiro descentralizá-lo. A descentralização começa na crise de
justificação e no novo nascimento, e continua na crise de santificação
ou plenitude do Espírito Santo.
Necessariamente, não termina aí. Essas são apenas experiências
iniciais, semelhantes a um vestíbulo, que é um bom lugar para se
entrar, mas um pobre lugar para se permanecer. A obra de santificação
pela qual se descentraliza o eu é instantânea e ao mesmo tempo
progressiva. É uma crise e também um processo que continua pela vida
toda. “Eu tenho certeza de que Deus, que começou a boa obra em vocês,
continuará ajudando-os a crescer em sua graça até quando sua tarefa em
vocês estiver finalmente terminada naquele dia quando Jesus Cristo
voltar” ( Fp 1.6).
A Obra da Tribulação
Se o propósito de Deus em salvar o homem fosse apenas levá-lo para o
céu, provavelmente ele o levaria à glória de imediato após sua
conversão. Mas Deus deseja prepará-lo para sua função de governo num
universo infinito que requer caráter. O progresso na santificação, no
desenvolvimento do caráter de Deus, e no amor ágape, é impossível sem
tribulação e disciplina.
“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias
tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a
perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a
esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso
coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5.3-5).
“E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos:
Filho meu, não desprezes a correção do SENHOR, E não desmaies quando
por ele fores repreendido; Porque o Senhor corrige o que ama, E açoita
a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos
trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas,
se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois
então bastardos, e não filhos. Além do que, tivemos nossos pais
segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos
sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque
aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem
lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes
da sua santidade. E, na verdade, toda a correção, ao presente, não
parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto
pacífico de justiça nos exercitados por ela” Hebreus 12: 5-11
“Um quilômetro com o Prazer andei;
O caminho todo ele conversou,
Porém, tudo quanto disse,
Mais sábio não me deixou.
Um quilômetro com a Tristeza andei,
Sem uma palavra ao menos dizer;
Mas, ah, quanta coisa eu aprendi
Quando a Tristeza comigo andou.”
Castigo e Treinamento de Filho
Baseado nestas e em outras passagens semelhantes da Bíblia, fica claro
que a tristeza, o sofrimento, a tribulação e a dor que acontecem ao
cristão não constituem, antes de tudo, castigo, mas treinamento de
filho. Não são acontecimentos sem propósito. Os pais terrenos podem
cometer erros na aplicação do castigo — e muitas vezes o fazem. Mas
Deus, não. Ele está preparando o crente para participar do governo de
um universo tão vasto que parece infinito.
Parece que Deus não pode descentralizar totalmente o homem, muito
embora nascido de novo, santificado ou cheio do Espírito Santo, sem a
colaboração do sofrimento. Watchman Nee disse que nunca aprendemos
algo novo sobre Deus, a não ser por meio de adversidade. Alguns acham
que seja uma afirmação exagerada, mas de fato parece que poucos buscam
um andar mais profundo com Deus, a não ser sob a pressão da provação.
O Exemplo de Israel
A história de Israel esclarece este ponto. Na prosperidade, a nação
abandonou a adoração pura de Jeová e se deu à prática de idolatria
licenciosa. Somente pelo castigo é que foi constrangida a
arrepender-se e voltar para Jeová. Durante séculos, enquanto Deus
buscava obter um remanescente puro para usar como instrumento para
trazer o Messias, a rotina foi a mesma: prosperidade, afastamento,
apostasia; castigo, arrependimento e volta para Deus; e assim, ad
infinitum ( Jz 2.11-19; 1 Sm 12. 9-10; 2 Cr 15.4; 33.12; Is 26.16).
O Exemplo do Salmista
A experiência do salmista ilustra bem: “Antes de ser afligido andava
errado, mas agora guardo a tua palavra. Foi-me bom ter eu passado pela
aflição, para que aprendesse os teus decretos” (Sl 119.67,71). Quem de
nós não conhece pessoas de formação cristã que andaram longe de Deus e
foram trazidas de volta a ele por meio de um ataque cardíaco, de
câncer, de um acidente trágico, ou de alguma outra severa aflição?
O Exemplo de Cristo
Um dos mais surpreendentes comentários sobre a finalidade do
sofrimento na economia divina acha-se em Hebreus 2.10: “Porque
convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as cousas
existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse por meio de
sofrimentos o Autor da salvação deles.” “Embora sendo Filho, aprendeu
a obediência pelas cousas que sofreu” (Hb 5.8).
No caso de Cristo, segundo Alexandre Maclaren em sua Exposição de
Hebreus (p. 234), “não foi um aperfeiçoamento de caráter moral, mas a
complementação de sua preparação para a obra de Líder e Autor de nossa
salvação. Antes de sofrer ele tinha a compaixão de Deus. Depois de
sofrer tinha a compaixão de um homem.”
O Comentário do Novo Testamento e da Bíblia de Wycliffe (p. 909), diz:
“Pelo sofrimento, sua experiência humana se fez completa… Pelo fato
de ter sofrido, agora está qualificado para servir como autor
(archegos, capitão, líder) da salvação do homem.” Se os “muitos
filhos” que Cristo veio para conduzir à glória e ao governo tinham de
ser preparados e aperfeiçoados para essa glória mediante o sofrimento,
seu Capitão precisava abrir o caminho aperfeiçoando sua experiência
humana do mesmo modo. O fato de que a experiência humana de Cristo
teve de ser aperfeiçoada pelo sofrimento prova que nenhum sofrimento
vem sem propósito, mas é parte essencial da economia divina.
Importância do Quebrantamento
O sofrimento de Cristo só amadureceu e aperfeiçoou sua experiência
humana. Não purificou nada de sua natureza moral mesmo como homem,
porque não fazia parte da humanidade decaída. Nenhuma nódoa de pecado
jamais desfigurou sua humanidade. Isto não ocorre com os demais homens
decaídos. Não há como formar-se nestes homens um caráter semelhante ao
de Cristo sem sofrimento, porque não há outra forma de
descentralizá-los. A pessoa que não quer sofrer; que resolve fugir do
sofrimento; que não permite que sua vida natural e seu ego sejam
levados à cruz; nesta mesma medida continuará dura, centrada em si
mesma, sem quebrantamento, e portanto sem transformação à semelhança
de Cristo.
“Homens intactos, inteiros, e sem quebrantamento são de pouca
utilidade para Deus” (J. R. Miller). Por sua própria decisão, uma
pessoa pode escapar de uma certa dimensão da dor, especialmente
daquela que acompanha o sacrifício voluntário de si mesmo, mas ao
fazê-lo, torna-se vítima de uma dor muito maior, que é de adorar a si
mesmo. Não se pode escapar de ambas. Alguém disse: “Há coisas que o
próprio Deus não pode fazer por nós, a não ser através do sofrimento”.
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A base mais forte do discipulado – Por Moysés Cavalheiro
A base mais forte e poderosa do discipulado não é, como muitos pensam, a obediência. É possível obedecer apenas porque não há outro jeito, com medo das consequências. É a obediência de coração gelado!
A base mais forte e poderosa do discipulado é o amor. E, quando vivemos pelo amor, até a obediência fica doce, agradável e fácil.
Recuperando Simão Pedro de sua queda (a negação), Jesus lhe perguntou: “…amas-me?”. Diante da resposta positiva de Simão, dada por três vezes, Jesus acrescentou: “Apascenta as minhas ovelhas” (Ver João 21.15-18).
O discipulado de Simão o levaria a ganhar muitos para Cristo. Mas Jesus, de fato, está a dizer-lhe: “Amas-me? Não faças convertidos ao teu modo de pensar e, sim, cuida das minhas ovelhas, vê que estejam bem nutridas por Me conhecerem a Mim”!
A mente dos “educados” de hoje se escandaliza com Jesus! As mentes “evoluídas” deste nosso mundo só aceitam Jesus como um camarada, um ensinador de moral… Jesus diz que as ovelhas são dele. Pronto. E só isso!
A mente moderna, pervertida, não quer ser devotada a Jesus. No máximo, aceita a causa a que Ele se devotou, mas não O aceita. E não entende que a Sua causa foi o amor às pessoas, não a uma causa. Foi o amor que o trouxe do céu à terra (João 3.16).
Se me devoto à causa dele sem amor, logo acabarei esgotado, exausto, tenso, desmotivado. Mas, se amo a Jesus de coração, servirei às pessoas com o amor dele, mesmo que elas me tratem como um capacho, porque o amor é a base mais forte, invencível, profunda, elevada e ampla do discipulado.
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Como o marido desempenha o seu papel
Já vimos que o homem e o cabeça da mulher. Esta função não pode ser exercida de qualquer maneira, mas sob a graça e o amor de Jesus Cristo. Alguns maridos são autoritários, egoístas, duros e soberbos. Querem dominar a mulher. O que Deus diz? Ef 5.25-29; I Pe 3.7
I. O MARIDO DEVE AMAR SUA ESPOSA
A palavra grega que aparece em Efésios 5 é “ágape”. Refere-se ao amor de Deus. É um amor puro, sacrificial, perfeito e permanente. Por isso Paulo usa Cristo como exemplo. Cristo não é apenas o modelo, mas também é a fonte do amor. Somente através do seu amor em nós, é possível amar como ele amou.
O homem que trata a sua esposa com amor, faz um bem a si mesmo e fortalece a unidade do casamento. Aquele que trata mal a sua esposa, destroi a si mesmo.
O verdadeiro amor não é apenas um sentimento, mas uma conduta. Por isto queremos assinalar cinco expressões práticas do amor do marido para com a esposa.
A. AMABILIDADE
Esta é a primeira expressão prática do amor. A amabilidade, doçura, afabilidade, benignidade. “…não as trateis com amargura.” (Cl 3.19); “..tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade” (1Pe 3.7).
Devemos ser amáveis com todos, principalmente com as mulheres, respeitando sua feminilidade. Mas muito mais com nossa própria esposa. Há homens que são amáveis com outras mulheres e descuidados e duros com sua esposa.
A mulher é como um vaso frágil: mais sensível e delicada. Seus sentimentos estão mais a flor-da-pele. Isto não é uma debilidade, mas uma característica dada por Deus para desempenhar sua nobre função de mãe, a fim de criar os filhos com ternura e sensibilidade. Por isso Deus quer que o marido a trate com ternura, respeito, suavidade, paciência, carinho, doçura, delicadeza, bondade e amor. Por ser mais sensível emocionalmente, a mulher esta mais sujeita a ficar ressentida pelo maltrato do marido.
Ser amável não quer dizer ser frouxo. Muitas vezes o homem deve ser firme. Mas com uma firmeza amável e compreensiva. Quando o marido percebe que tratou mal a sua esposa, deve concertar imediatamente, confessando com humildade e arrependimento.
B. ABNEGAÇÃO (= ABANDONO, DESPRENDIMENTO, DESPREZO OU SACRIFÍCIO DOS PRÓPRIOS INTERESSES PARA ATENDER OU SATISFAZER AS NECESSIDADES ALHEIAS – DICIONÁRIO)
É o sacrifício que alguém faz em favor do outro. “…a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25). É o negar a si mesmo, abrir mão da tranqüilidade, da comodidade e do prazer, em favor da pessoa amada. Isto é amar. Foi isto que Cristo fez pela igreja.
O contrário disto é o egoísmo. O marido egoísta busca sua própria comodidade. Usa a autoridade para seu próprio bem e sempre espera ser servido. Sua atitude é de “senhor”, não de “servo”. Nunca renuncia a comodidade para ajudar a mulher. Este marido está longe da vontade de Deus.
Deus quer que o marido seja abnegado, pareça com Jesus e aja como ele. Deve sacrificar-se a si mesmo pela esposa. Buscar a felicidade e bem-estar dela, tanto no físico como no emocional e no espiritual. O marido deve dizer como Jesus: “eu não vim para ser servido, mas para servir”.
C. COMPREENSÃO
O marido deve conhecer profundamente a sua mulher para, compreendê-la, amá-la e ajudá-la. Esta é uma das maiores necessidades da mulher.
Para isto é necessário escutar com atenção o que ela diz. Saber escutar é uma das qualidades mais valiosas que se pode ter. Quando o marido entender o que a mulher pensa e sente, poderá conduzi-la e protege-la com sabedoria.
Muitas mulheres são tristes e angustiadas por não conseguir compreensão e apoio de seus maridos. Uma mulher que se sente apreciada e atendida pelo marido, dificilmente será rebelde e antagônica.
É necessário que o marido converse com a esposa. Procure entender como ela se sente e quais são suas cargas, para poder animá-la e confortá-la. O marido precisa abraçá-la e beijá-la com freqüência, quando está preocupada e nervosa. Um abraço e uma palavra amável e terna, mostram a mulher que ela tem ao seu lado alguém que a compreende e a ama. Um gesto de carinho renova as forças e libera a mente de pensamentos negativos.
Alguns homens tem dificuldade de serem afetuosos porque não tem este costume, ou porque nunca receberam carinho na infância. É tempo de romper com toda a timidez e vergonha. Devem ver a importância disto no relacionamento com a mulher. Pode-se conseguir muito mais com um beijo do que com criticas ou autoritarismo.
D. PROTEÇÃO E COBERTURA (EF 5.29)
Quando o homem não dá uma cobertura real e prática, a mulher se vê desprotegida. Ela precisa sentir-se segura e confiante em seu marido. O desamparo e as preocupações sobrecarregam e oprimem a mulher.
O homem deve assumir seu papel, atender os assuntos do governo familiar, resolver todos os problemas que lhe competem, e não passá-los para sua esposa. A mulher se desgasta quando tem que resolver assuntos que vão além de suas possibilidades e não correspondem ao caráter feminino.
A mulher deve poder dizer: “meu marido é o meu pastor, nada me faltara”, como a igreja diz de Cristo: “O Senhor é meu Pastor…”
E. ROMANCE E AFETO CONJUGAL. (CT 7.10-13)
O amor sentimental também deve estar presente no casamento. Tudo que dissemos anteriormente estabelece bases sólidas para que este amor se desenvolva e cresça. O romance não é apenas para a lua de mel, mas para toda a vida.
Os discípulos do Senhor devem ser os maridos mais “apaixonados” por suas esposas. O amor dos mundanos se perverteu em egoísmo. Entretanto, o amor sentimental de um marido cristão nasce do verdadeiro amor de Deus que vive nele. Por isso, os discípulos de Jesus deveriam ser os melhores maridos; os melhores amantes de suas esposas.
Cultive em seu coração este amor. Enamore de sua esposa, valorizando, apreciando e elogiando-a. Seja expressivo com ela. Demonstre seus sentimentos, mandando-lhe flores. Procure aprender maravilhosa arte do amor e afeto conjugal. Assim fará sua esposa feliz e a você mesmo também! E Deus participara desta alegria.
F. O CUIDADO PARA NÃO DEIXAR A ESPOSA FRUSTRADA E AMARGURADA.
O ato conjugal através do relacionamento sexual, deve ser prazeroso e satisfazer tanto o homem como a mulher (esposa).
O prazer individual, quando isso acontece somente com o homem, é extremamente egoísta e não cumpre o propósito do casamento. Quando isso acontece e o marido se omite neste assunto, ele começa a criar fortalezas em sua esposa que irá prejudicar o seu relacionamento futuramente (Gl 6:7-8).
É uma área muito séria, que quando não está funcionando corretamente precisa de confissão e cura. “A oração de um justo é poderosa e eficaz” (Tg 5:16b)
II. O HOMEM DEVE REPRESENTAR A JESUS NO LAR
O HOMEM É RESPONSÁVEL POR:
A. ESTABELECER A PRESENÇA DE JESUS NA FAMÍLIA (1CO 11.3)
Assim como Cristo é a imagem de Deus, o homem deve ser a imagem da presença de Jesus no lar. Deve andar no Espirito, manifestar a alegria constante, dar graças por tudo, deixar fluir o amor, a graça e a paz do Senhor.
B. ESTABELECER O GOVERNO DE CRISTO
O homem não é o cabeça do lar, mas sim Cristo – o homem é o cabeça da mulher. Portanto deve estabelecer a autoridade de Cristo e não a sua. Se um homem não está sujeito a Cristo, como vai governar sobre sua mulher e filhos? Quando o Senhor delega autoridade ao homem, não lhe dá “carta branca” para fazer o que quer, mas estabelece critérios específicos e concretos.
Todo governo que está debaixo de Cristo deve agir com firmeza, mas com amabilidade e flexibilidade. Sem fazer concessões indevidas, mas com disposição para dialogar e escutar. É importante que saiba discernir a vontade de Deus e que cuide para que ela se cumpra no seu lar.
C. MINISTRAR A GRAÇA SALVADORA DE CRISTO
O homem deve exercer o sacerdócio em sua família. Não basta abençoa-los com orações superficiais. Deve se interessar por cada um. Dar tempo a cada um, conhecer suas necessidades, lutas e aflições. Dar a cada um dos filhos uma atenção particular. Constantemente ajudar a esposa a ver a dimensão eterna e grandiosa de sua função como esposa e mãe. Cuidar para que ela não se desanime com suas tarefas que as vezes parecem triviais e insignificantes.
D. DOUTRINAR E EDIFICAR SUA FAMÍLIA
É importante usar as circunstâncias ocasionais da vida para ensinar, mas isto não é suficiente. O homem é responsável por ensinar toda a verdade de Deus, de forma ordenada e metódica a sua esposa e filhos. São seus primeiros discípulos. Deve determinar horários concretos para sentar com eles e compartilhar a palavra. Deve haver lugar para a participação de todos e tudo deve ser intercalado com oração.
O homem deve considerar a esposa como ajudadora para isto. Não deve anulá-la, mas tampouco deve passar para ela toda a responsabilidade. Devem trabalhar juntos.
E. ATITUDES ERRADAS DO HOMEM
1. Não assumir seu papel como cabeça
Quando é assim a esposa fica sobrecarregada pelo peso de tantas obrigações familiares. Há homens que pensam que sua função se limita a trabalhar fora de casa e trazer o salário no final do mês. A sua esposa deve cuidar do resto (concertos, finanças, saúde, disciplina dos filhos, vida espiritual, etc.)
Isto traz um grande desajuste na família e deve ser corrigido.
2. Anular a mulher
Alguns querem fazer tudo sozinhos. Não conversam com suas esposas, nem buscam a opinião delas. Não delegam responsabilidade, absorvem tudo, pensam que são completos. A mulher fica frustrada e amargurada.
O homem deve dar lugar para que a mulher desempenhe sua função com critério próprio, criativa, gosto e o “quase mágico” toque feminino.
Que o Senhor nos ajude nessa caminhada, tendo como base o seu amor, e sabendo também que: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus …” Rom 8:28
Extraído do site: www.igrejaemsaovicente.com.br
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Relacionamentos – Por Daniel Beda
O Propósito eterno de Deus é ter uma família e família vive de relacionamentos. É inevitável que não aconteça alguns ajustes nas nossas vidas, enquanto nos relacionamos, mas o que não é normal, é deixarmos que essas coisas nos afastem uns dos outros. Nós somos a família de Deus, portanto é possível vivermos e nos relacionarmos com todos os irmãos, porque Deus nos deu recursos para expressarmos essa vida. Vamos meditar em três desses recursos que são absolutos e indispensáveis para vivermos em família.
1-O primeiro recurso é o amor:
(JO 13:34-35) Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.
O que é o amor? O amor é a essência (ou a pessoa) do próprio Deus.
(IJO 4:8) Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.
Como se expressa o amor? O amor se expressa na prática constante do bem. (RM 13:10) O amor não pratica o mal contra o próximo.
Temos sempre que praticar o bem e jamais pensarmos no mal. Ter amor é ter o próprio Deus em nós. É liberar a vida de Deus através da nossa vida.
Jesus disse que nós não devemos amar somente as pessoas que nos amam, mas nós devemos amar também os nossos inimigos e fazermos o bem a todos, porque Deus é benigno até mesmo com os ingratos e maus (LC 6:35). Se nós somos a família de Deus temos que expressar este mesmo amor. Se pudéssemos medir o quanto de Deus nós temos, poderíamos medir pelo amor.
2-O segundo recurso é o serviço:
O que é o serviço? Serviço é ministério ou trabalho.
Jesus disse em: (MT 20:28) tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.
O serviço é uma grande virtude de Cristo. Jesus depois de ter lavado os pés dos seus discípulos disse: Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também (JO 13:14-15). O serviço nos livra da frustração. Existem muitas pessoas frustradas no meio da igreja porque ainda não se despertaram para o serviço. O natural do ser humano é gostar de ser servido, mas como membros da família de Deus, temos que seguir o exemplo que Jesus nos deixou.
3-O terceiro recurso é o perdão:
(LC 17:3-4) Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe.
Quando alguém faz alguma coisa contra nós, temos um forte desejo de exercer juízo. Perdoar é: entregar à Deus o direito de exercer juízo. Pedro testemunhou da atitude de Jesus quando passou por aflições neste mundo. Ele testemunhou dizendo que Jesus não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente,
Considerações finais:
Deus está querendo nos levar a um nível superior de vida. Perdoar é libertar as pessoas e manter-se em liberdade, é sempre estar disposto a recomeçar. Perdoar é jamais desistir de alguém. Estes recursos unem e fortalecem os nossos relacionamentos.
O amor fortalece a aliança.
O serviço valoriza a aliança.
O perdão protege e restaura a aliança.
Esta mensagem nos mostra que sem Jesus seria impossível, amarmos, servirmos e perdoarmos. Deus não está exigindo que façamos tudo isso na nossa própria força, mas é tudo na força do Senhor. Estes três recursos não se baseiam em sentimentos, mas em estar debaixo do governo de Deus. Estes recursos estão centrados na nossa motivação de sermos iguais a Jesus. Nós amamos, servimos e perdoamos, porque queremos ser iguais a Jesus.
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O Propósito Eterno de Deus
Este é um tema básico, fundamental. Devemos receber totalmente em nossos corações as verdades aqui contidas. Não pode ser um mero estudo de uma apostila. Deve tomar conta de todo o nosso ser. Mente e coração devem estar tomados do conhecimento da glória que há no propósito do Senhor. O propósito (alvo, meta) é que vai direcionar todo o nosso comportamento, trabalho, ênfase, enfoque e maneira de agir. Se quisermos verdadeiramente cooperar com Deus, devemos conhecer bem seus desejos, seu propósito, seu coração.
Tudo o que fizermos, só terá valor eterno, na medida em que cooperar com o propósito de Deus.
Um erro muito comum
Por anos, muitos cristãos tem vivido sem conhecer qual é o propósito (objetivo) de Deus para com suas vidas. Muitos tem crido, equivocadamente, que nossa meta como cristãos é chegar aos céus. Baseiam-se para isso em textos como os de I Timóteo 2:3-4; II Pedro 3:9 e ainda João 3:16. Vendo a Bíblia com um enfoque humanista, (isto é, o homem no centro), concluem que o propósito de Deus é a salvação dos homens. Tudo gira em torno do homem e de suas necessidades.
Esta visão equivocada ocorreu porque sempre víamos o propósito de Deus começando com a queda do homem. Sendo assim, como o homem está perdido, a salvação do homem se tornou o centro do propósito eterno de Deus. Aqui estava o erro e aqui devia ser feita a correção. É claro que Deus quer salvar a todos os homens. Isto vemos claramente nos textos de I Timóteo 2:3-4; II Pedro 3:9 e João 3:16. Mas nós não devemos confundir aquilo que Deus deseja com o que é o seu propósito. O propósito de Deus não surgiu com a queda do homem, é algo que já estava em seu coração desde antes da fundação do mundo (Efésios 1:4,11).
Então podemos argumentar da seguinte forma: se antes da fundação do mundo Deus tinha o propósito de salvar o homem, e fez o homem para cumprir este propósito, então Deus é cúmplice do pecado. Deus necessitava que o homem pecasse para poder cumprir o seu propósito. Quando Deus disse: “Não coma deste fruto”, na verdade, Ele queria que o homem comesse e pecasse, e ficasse perdido e em trevas, para, então, poder cumprir com seu propósito de salvar os homens.
Tudo isso é uma grande contradição. É claro que Deus quer salvar os homens, mas isto foi necessário por causa da queda. Entretanto, necessitamos conhecer a primeira intenção de Deus, o propósito que Ele tinha em seu coração quando fez o homem, pois seu propósito é imutável. DEUS NÃO MUDOU DE PROPÓSITO POR CAUSA DA QUEDA.
Qual a Intenção de Deus ao Criar o Homem?
“Também disse Deus: Façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1:26).
a) A intenção de Deus ao criar o homem era de ter uma grande família de muitos filhos à sua própria imagem, e encher a terra com uma família que expressasse a sua glória e autoridade (Gênesis 1:27-28).
b) Como Adão tinha sido criado à imagem de Deus, e cada ser se reproduzia segundo a sua própria espécie, quando Adão e Eva se multiplicassem, reproduziriam filhos a imagem de Deus.
Como o Pecado Interferiu ?
Todos nós conhecemos a triste história. O pecado de Adão foi uma intromissão violenta e diabólica no propósito de Deus. Por meio dele o homem se tornou culpado, alvo da ira de Deus, merecedor de castigo eterno, expulso da presença de Deus e sem comunhão com Ele. “O salário do pecado é a morte”.
Mas houve uma conseqüência ainda maior. O problema não foi apenas que o homem se tornou culpado diante de Deus, mas também a sua própria natureza se “estragou”, se corrompeu. O homem perdeu a imagem de Deus, tornou-se numa outra criatura. Não era mais o mesmo homem, era um homem morto para Deus; inútil para cumprir seu propósito.
Já sabemos que cada ser se reproduz segundo a sua própria espécie. Portanto, quando Adão se corrompeu, toda a sua descendência ficou arruinada. (Gênesis 5:3; Romanos 5:12).
Deus desistiu do Seu porpósito?
Embora o homem pecasse, Deus não mudou o seu propósito inicial. Deus não tem diversos planos, nem muitos propósitos; não criou um novo alvo, nem abriu mão do que queria desde o princípio.
Deus necessita agora criar uma nova raça, porque todos os descendentes do primeiro homem ficaram inúteis para o seu propósito. Como fez isso?
“O primeiro homem, Adão, foi feito ser vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual e, sim, o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e como é o homem celestial, tais também os celestiais.” (I Coríntios 15:45-48).
Pelo nascimento natural (de carne e sangue), pertencemos a raça de Adão, estragada e inútil. Mas pelo novo nascimento nos tornamos participantes da raça celestial.
Adão perdeu a imagem de Deus porque foi rebelde (Gênesis 3:1-7). Jesus, que é a imagem do Deus invisível (Colossenses 1:15), sempre fez a vontade do Pai (João 4:34), e em tudo lhe agradou (João 8:29), foi obediente até a morte (Filipenses 2:8).
Todo o homem que crê naquele que o Pai enviou (João 6:29), nega-se a si mesmo e toma a sua cruz (Mateus 16:24), perde a sua vida (Mateus 16:25), recebe o senhorio de Jesus Cristo (Romanos 10:9) e se batiza em Jesus Cristo (Marcos 16:16), este se torna uma nova criatura (II Coríntios 5:17), recebe a natureza de Deus (II Pedro 1:4) e recebe a imagem daquele que o criou (Colossenses 3:10).
Toda a glória do plano de Deus havia se perdido no pecado. Mas Deus Pai não desistiu. Qual a sua esperança? “Cristo em vós, a esperança da glória” (Colossenses 1:27).
A Salvação é um Meio e não um Fim
A obra redentora de Cristo Jesus é algo tão tremendo, tão maravilhoso, que corremos o risco de vê-la como se fosse o todo. Esta salvação é tão grandiosa que temos a tendência de confundi-la com o próprio propósito de Deus. Mas não é assim.
Jesus Cristo, o admirável Filho de Deus, com sua obra redentora, deu uma nova vida ao homem, restaurando-lhe a comunhão com o Pai. E também deu a Deus os recursos de infinita graça, para que ele continue com o seu plano eterno. A redenção efetuada por Jesus Cristo e encarnada pela igreja, é O MEIO para Deus restaurar todas as coisas, e assim concluir seu propósito.
A redenção nunca poderia ser UM FIM em si mesma, mas apenas UM MEIO de graça para consertar um grande erro. Para Paulo, a redenção nunca foi o propósito de Deus. Ele entendia que o propósito de Deus era a família eterna (Efésios 1:4-5; Romanos 8:28-29). Uma família perfeita em Cristo (Filipenses 3:12-14). Sua obra para o Senhor NÃO CONSISTIA EM BUSCAR APENAS A REDENÇÃO DO HOMEM, MAS EM APRESENTAR ESTE HOMEM A DEUS, RESTAURADO À IMAGEM DE JESUS CRISTO (Colossenses 1:28).
Como se Define o Propósito Eterno de Deus Hoje ?
“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados SEGUNDO O SEU PROPÓSITO. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem CONFORMES A IMAGEM DE SEU FILHO, a fim de que Ele seja o primogênito entre MUITOS IRMÃOS”
(Rm8:28-29).
Este texto nos mostra com clareza que Deus quer UMA FAMÍLIA DE MUITOS FILHOS SEMELHANTES A JESUS. Vejamos por etapas:
UMA FAMÍLIA. Isto nos fala da UNIDADE. Este é um requisito indispensável para o cumprimento do propósito de Deus. Embora isto não esteja enfatizado no texto acima (nem seria necessário), porque filhos a imagem de Jesus não podem ser brigões e facciosos, está claro em outras passagens como: João 17:20-22; I Coríntios 1:10-12; 3:1-4; 10:16-17; Efésios 2:14-16; 3:15; 4:1-6, 12-16; Filipenses 1:27; 2:1-4.
DE MUITOS FILHOS: Isto nos fala de MULTIPLICAÇÃO.Discípulos fazem discípulos, etc. (Mateus 28:18-20).
SEMELHANTES A JESUS. Isto nos fala da EDIFICAÇÃO. Não é suficiente que sejam muitos; é necessário que tenham qualidade de vida (Efésios 1:4-5; II Coríntios 3:18; Efésios 4:13). Portanto, entendemos que o propósito de Deus envolve a MULTIPLICAÇÃO de vidas que vão ser edificadas em UNIDADE, para crescerem até a ESTATURA DE JESUS CRISTO.
“.. até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo”
(Efésios 4:13).
Qual a nossa Posição dentro desse Propósito ?
Aquilo que é um propósito no coração de Deus, para nós se constitui num CHAMADO, numa VOCAÇÃO (II Timóteo 1:8-9; Romanos 8:28-29).
Devemos ter os olhos iluminados para compreender nosso chamamento, a fim de que o propósito eterno, seja para nós, muito mais do que um estudo de apostila (Efésios 1:18).
De uma maneira simples definimos a nossa VOCAÇÃO como um CHAMADO para sermos participantes do propósito de Deus e COOPERADORES no seu cumprimento.
Aquele que recebe o propósito de Deus em seu coração, compreende o seu chamamento e torna-se prisioneiro desta vocação (Filipenses 3:12-14).
Devemos andar de modo digno desta vocação (Efésios 4:1-3) e esforçar-nos para confirmá-la (II Pedro 1:10).
Extraído do site www.odiscipulo.com
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Aliança
Em Col. 2:19 Paulo fala não somente de “juntas”, mas também de “ligamentos”. No corpo natural ligamentos são as fibras de tecido conjuntivo que mantêm os ossos ligados no lugar em que formam a junta. Portanto a força de qualquer junta nunca é superior à do ligamento que a segura.
No corpo de Cristo, “juntas” são os relacionamentos pessoais entre crentes que Deus uniu.
Mas que “ligamento” é este que é necessário para conservar cada junta forte e segura? A resposta, eu creio, é: compromisso de aliança.
Numa aliança cada um dos participantes tem suas obrigações claramente definidas. Tanto na Velha como na Nova Aliança, Deus voluntariamente se obrigou a salvar, preservar, proteger e providenciar tudo para o povo da aliança. Porém, do lado humano as obrigações das duas alianças eram diferentes. Na Velha Aliança a obrigação do homem era observar a lei de Moisés. Na Nova Aliança a obrigação do homem é de crer no Senhor Jesus Cristo e obedecê-lo.
A maneira normal de duas pessoas entrarem numa aliança era de participar solenemente de uma refeição juntas, e especialmente comer de um só pão e beber de um só cálice. Por esta razão foi apropriado que Jesus iniciasse a Nova Aliança com uma refeição solene na qual cada pessoa participou do mesmo pão e bebeu vinho no mesmo cálice (Mt 26:20-28). Por meio deste ato único todos que participavam dele eram, daquele momento em diante, ligados numa aliança sagrada. Desde então, a participação na ceia do Senhor tem sido – do ponto de vista de Deus – uma renovação desta aliança por meio da qual todos os que participam são ligados ao Senhor e uns aos outros.
Jesus fez uma aliança conosco de igual para igual, isto é de homem pra homens. Ele se esvaziou, se humilhou, assumiu a forma de servo e fez assim, neste estado, uma aliança conosco.
No plano humano, quais são as obrigações mútuas daqueles que participam do pão e tomam do vinho juntos na ceia do Senhor? Permitam-me responder esta pergunta aplicando-a à minha vida pessoal. Se eu participar da ceia do Senhor com você, por este ato estou reconhecendo que você é meu irmão ou minha irmã, membro da mesma família divina.
Eu me comprometo a amá-lo, a cuidar de você, a procurar a sua maior felicidade, se necessário for, até dar a minha própria vida por você.
Se você tiver uma necessidade real, e não tiver condições de resolvê-la e eu tiver, então a minha provisão se torna sua. Se você sofrer, eu sofro com você. Se você for honrado, eu me regozijo com você.
Além do mais, minhas obrigações de aliança não se limitam a você pessoalmente.
Elas se estendem também àqueles com quem você está em aliança. Se A está em aliança com B, e B com C, então por este fato A está em aliança com C, e C com A. Isto explica porque os compromissos de aliança, como os ligamentos, podem ligar todos os ossos no corpo de Cristo. Cada osso é diretamente ligado com os que estão próximos a ele, mas estes por sua vez são ligados a outros. Desta maneira todos os ossos estão interligados para formar um só corpo.
AS CONSEQUÊNCIAS DE UMA ALIANÇA QUEBRADA
As obrigações de aliança são tão sérias que a falta em cumpri-las traz consequências muito graves. Este foi o pecado principal de Judas Iscariotes. Ele primeiro participou do bocado de pão molhado com Jesus, e depois saiu e o traiu. Salmo 41:9 “Até o meu próprio amigo íntimo, em que eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contro mim o seu calcanhar”. Judas tinha culpa dobrada, porque primeiro comeu com Jesus, e depois o traiu.
Paulo adverte aos cristãos de Corinto sobre o perigo de participar da ceia do Senhor sem um compromisso sincero e solene de aceitar as obrigações que ela impõe, tanto ao Senhor como uns aos outros. “Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor. Por causa disto, há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem” (I Co 11:29-30).
Estes crentes “não discerniam o corpo do Senhor” no sentido de não entenderem que, através da celebração da ceia do Senhor juntos, eles estavam reconhecendo um compromisso de aliança uns aos outros que os ligava com os ossos são ligados pelos ligamentos em um só corpo.
Um resultado da sua falta em honrar seus compromissos de aliança foi que muitos deles eram fracos e doentes e alguns tinham morrido prematuramente.
Uma explicação clara das condições semelhantes que existem entre muitos cristãos hoje.
Cristãos que não estão preparados para aceitar as obrigações da aliança subentendidas na celebração da ceia do Senhor fariam melhor se não a celebrassem.
A grande maioria dos cristãos em nossa civilização ocidental não tem qualquer noção daquilo que o compromisso de aliança significa.
O exemplo mais conhecido de uma aliança entre nós hoje é o casamento. É um compromisso sério feito por um homem e uma mulher, diante de Deus, de compartilharem em todos os sentidos as suas vidas. É uma união “na felicidade ou na desventura, na doença ou com saúde, até que a morte nos separe”. Em outras palavras, uma vez feito este compromisso, não depende de maneira nenhuma de emoções, disposições ou circunstâncias.
A aliança de casamento é tão séria que determina a natureza dos relacionamentos mais íntimos. União sexual sem esta aliança é “fornicação”, mas união sexual quando santificada por esta aliança se torna “casamento”, sobre a qual a Escritura declara: “Venerado entre todos seja o matrimônio e o leito sem mácula…” (Hb 13:4).
Numa sociedade onde o casamento se torna dependente de tudo menos aliança – isto é, de compatibilidade mútua, atração sexual, preferência ou conveniência pessoal – sua santidade é logo violada e sua estabilidade destruída. As evidências disto podem ser vistas por toda parte no mundo de hoje.
Os mesmos princípios se aplicam ao corpo de Cristo. O único “ligamento” que tem força suficiente para ligar todo o corpo é um compromisso sério de aliança, como a ordenança da ceia do Senhor demonstra.
Quando a unidade entre os cristãos depende de tudo menos do compromisso de aliança – isto é, da concordância sobre doutrinas, da afiliação denominacional, da compatibilidade de ministério ou temperamento, da atração a personalidades humanas – ela sofre a mesma sorte do casamento em seu nível natural.
Sua santidade logo é violada e sua estabilidade destruída. No plano físico, união sem aliança é “fornicação”. Será que o mesmo não é verdade no plano espiritual?
Comunhão entre cristãos que é baseada em qualquer outra coisa que não seja compromisso de aliança, é na realidade simplesmente “fornicação” – insegura, sem estabilidade, insatisfatória, e geralmente de curta duração. Será que isto não explica porque é que no cristianismo contemporâneo nós enfrentamos uma situação exatamente paralela à do desquite ou desmoronamento da vida do lar no plano natural?
Em cada caso a razão é a mesma: o compromisso inicial não era suficientemente forte para agüentar as provas e pressões posteriores. No casamento o resultado é o desquite e a destruição do lar.
No cristianismo o resultado é ciúme, rivalidade, divisão, comunhão quebrada: condições que deixam o corpo de Cristo muito fraco e despedaçado, e que o impedem de funcionar efetivamente.
Extraído do site www.igrejanaserra.com
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A Edificação da Igreja – Parte 2 – Jorge Himitian
A Palavra
A Igreja se edifica pelo amor; segundo, pela oração; terceiro, pelo exemplo, e finalmente chegamos onde queríamos chegar: a Palavra. Mas se há palavra e não há amor, oração, exemplo; estamos desperdiçando a palavra. Então, o que é importante é o que dissemos até aqui: o amor que nasce de um coração puro, a oração e o exemplo. Agora prossigamos para a Palavra.
Paulo, vez após vez, fala aqui da santa doutrina. E no capítulo 4 diz: “Se você transmitir essas instruções aos irmãos, será um bom ministro de Cristo Jesus, nutrido com as verdades da fé e da boa doutrina que tem seguido. Rejeite, porém, as fábulas profanas e tolashttp://, e exercite-se na piedade…esta é uma palavra fiel e digna de plena aceitação…ordene e ensine estas coisas… dedique-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino. Não negligencie o dom que lhe foi dado por mensagem profética com imposição de mãos dos presbíteros…atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agindo assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem“.
A Palavra de Deus chega a nós de duas maneiras: Jesus pregava e ensinava. Também curava os enfermos, mas quanto à palavra, é dito várias vezes: “Jesus pregava e ensinava“. As duas coisas são necessárias. Vou explicar assim: a palavra de Deus chega a nós de dois modos diferentes: como verdade e como mandamento. Por exemplo, se eu digo “Cristo morreu por nossos pecados“. O que é isso? Verdade ou mandamento? Verdade! Se eu digo “Ama a teu próximo como a ti mesmo“, é um mandamento.
Nas Escrituras, a soma de todas as verdades, se chama kerigma em grego. E a soma de todos os mandamentos se chama didaké. A palavra didaké está traduzida por doutrina ou ensino. A palavra kerigma está traduzida por pregação. E Paulo diz no capítulo 2 v7 que o Senhor o constituiu “pregador e apóstolo, digo a verdade, não minto, mestre da verdadeira fé entre os gentios“. Apostolo significa enviado; pregador vem de kerigma. Em grego ao pregador se diz kerus, e ao mestre didaskalos, que vem de didaké.
O kerigma é a proclamação da verdade, que revela a pessoa de Cristo e a obra de Cristo. A verdade afirma, o tom é afirmativo. O mandamento por sua vez tem tom imperativo, dá ordens, revelando a vontade de Deus. Portanto, o kerigma proclama e revela a Cristo, sua pessoa e sua obra, a didaké revela a vontade de Deus para nós.
Para sua edificação a Igreja necessita destas duas coisas. O kerigma revelando a Cristo, e a didaké revelando a vontade de Cristo para nós. Quando alguém proclama o kerígma, o kerigma exige fé. O mandamento exige obediência.
A didaké é simples, é clara, direta. Todos a entendem. Toca todas as áreas da vida: família, trabalho, sexo, dinheiro, adoração, serviço, relacionamento com as pessoas, relacionamento com Deus. A didaké equivale à parte moral da lei, é equivalente aos Dez Mandamentos, porém mais aprofundados. O objetivo da didaké é fazermos como Cristo; por isso sempre diz: “como Cristo“, ou “como eu amei a vós“, “maridos, amem suas esposas… como Cristo amou a Igreja“.
Tanto didaké como kerigma são palavra de Deus e revelam a vontade de Deus para todos nós. Seu conteúdo não se impõe pela lógica ou raciocínio, mas pela autoridade de Jesus. “Se teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer“, é um mandamento. Obedecemos. Ele é o Senhor.
Necessitamos conhecer a didaké e encarná-la em nossas vidas, vive-la, e divulga-la. E, irmãos, o mais maravilhoso é que a didaké não é uma coisa interminável. A didaké é relativamente breve. Em Mateus 5, 6 e 7, três capítulos, está a didaké de Jesus. E se quisermos completá-la um pouco mais, podemos agregar Efésios 4, 5 e 6. Temos assim, 80% de toda didaké do Novo Testamento. É uma coisa simples, mas profunda, que comunica a vontade de Deus! E se quisermos completar um pouco mais e chegar a 90% da didaké, podemos agregar Romanos 12, 13, 13, 15 e 16. Temos então dez capítulos do Novo Testamento e quase toda a didaké está contida aí, mandamentos que revelam a vontade de Deus.
Mas não podemos somente dar a didaké, temos que dar o kerigma. Não podemos dar somente o kerigma, temos que dar também a didaké. Estas duas coisas têm que caminhar juntas para edificar a Igreja. Só com o kerigma, nos inflamamos, nos entusiasmamos. Somos abençoados no momento, mas fica tudo ali, na glória do momento, na inspiração do kerigma. Mas temos que descer do kerigma para a didaké, para a vida prática. No kerigma há dynamis, há poder de Deus para nós. Na didaké está a vontade de Deus para nossa vida prática e cotidiana. Assim se edifica a Igreja
Para dar um exemplo, muitas vezes comparamos o kerigma com a locomotiva de um trem, e a didaké com os vagões. É muito difícil puxar os vagões sem uma locomotiva. Mas, para que serve a locomotiva, se não para levar os vagões? O importante é que os vagões cheguem ao destino. E assim, os mandamentos de Deus sem a locomotiva que é o kerigma podem ficar muito pesados, muito incômodos, difíceis e impossíveis de cumprir. Mas Deus mandou seu Filho. Bendito seja o Senhor! “É Cristo és vós… já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim“.
A didaké diz que você tem que abençoar os que lhe maldizem, perdoar os que lhe ofendem. Essa é a didaké, o mandamento.E o kerigma diz: “já não sou eu quem vive, mas cristo vive em mim“. Então, como vou obedecer o mandamento? Através de Cristo que vive em mim. A didaké sem o kerigma seria uma coisa muito pesado, difícil de cumprir; mas só o kerigma, sem a didaké, ficaríamos só no entusiasmo, sem concretizar na vida prática. Por isso, Paulo põe este equilíbrio, e mostra a Timóteo o que realmente ele tem que fazer.
A Autoridade de Deus
A quinta coisa que encontro nesta carta é a autoridade, a autoridade de Deus. Quero explicar. Paulo tem uma clara visão do Reino de Deus. Ele proclama nesta carta uma vez após outra Jesus Cristo como o Kyrios, o Senhor. O Kyrios significa a autoridade absoluta, o dono. Ele proclama no versículo 1:17, em uma doxologia mui linda: “Portanto, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único e sábio Deus, seja a honra e a glória pelos séculos dos séculos. Amém“.
Ele é o Rei. A autoridade do Rei. E no capítulo 6 há outra doxologia tremenda. Diz: “a qual Deus fará se cumprir no seu devido tempo. Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e poder para sempre. Amém“. No Império Romano, todos os imperadores morriam, mas Paulo estava falando de Um que é imortal, é invisível,
Os imperadores romanos eram visíveis, mas todos eles eram mortais e se foram. Mas há um só que é soberano, Rei dos reis, e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível! “Ai qual seja a honra e o domínio para sempre“. Que quer dizer para sempre? Por toda a eternidade. Assim, ao escrever isto, Paulo tinha uma visão muito clara do Reino de Deus, a autoridade de Deus e o Senhorio de Jesus Cristo.
Pois Deus, que é a suprema autoridade, deu toda a autoridade a seu Filho, o Kyrios, o Senhor. E Cristo deu autoridade aos apóstolos. Assim, Paulo, que é apostolo, é autoridade delegada por Deus, é pai espiritual de Timóteo. E Timóteo é seu filho espiritual. Aqui há autoridade. E lhe diz: “Te mandei a Éfeso, te roguei que fosses a Éfeso“. E o tom que fala, ainda que amável e amoroso, é de autoridade, e lhe instrui o que tem que fazer e o que não tem que fazer. “Este mandamento, filho Timóteo, te encarrego, rejeita isso, evita aquilo”. Está lhe dando, com autoridade do Senhor, tudo o que ele tem que fazer e não fazer.
A Igreja se edifica pela autoridade de Deus. Essa autoridade vem de Deus a Cristo, de Cristo aos apóstolos e dos apóstolos, neste caso, a Timóteo, um filho espiritual, a quem envia a Éfeso. Paulo o envia e Timóteo obedece. Alguns dizem: “Não, não, não; eu obedeço a Deus“. Não só a Deus. Tem que obedecer a Deus e aos pais, aos apóstolos, aos pastores. Há autoridade na casa de Deus.
A Igreja se edifica por autoridade. Hebreus 13:17 diz: “Obedecei a vossos pastores porque eles velam por vossas almas“. Veja em 1Tm5:20 outra exortação: “Aos que persistem em pecar repreende-os diante de todos para que os demais também temam“. Repreende diante de todos? Sim. A quem? Não ao que peca uma vez ou ao que peca duas vezes. Este pode admoestar pessoalmente. Mas ao que persiste em pecar, que quer seguir pecando, repreende-o diante de todos.
Agora, no exercício da autoridade não pode haver prejuízos. Como diz: “Eu o exorto solenemente, diante de Deus, de Cristo Jesus e dos anjos eleitos, a que procure observar essas instruções sem parcialidade; e não faça nada por favoritismo. Não se precipite em impor as mãos sobre ninguém e não participe dos pecados dos outros. Conserve-se puro.“. No uso da autoridade não pode haver abuso, nem prejulgamento, nem parcialidade.Tem que ser algo puro como o senhor realmente quer.
Se não há autoridade, o ensino se perde. Se não sabe, ensina-o. Se sabe e pratica, anima-o, alegra-te com ele. Se não pratica, admoesta-o e relembra-o. Se peca, na primeira vez admoesta-o, na segunda repreende-o. E assim, com tudo que o senhor nos instrui. Se não há autoridade o ensino se perde.
Quando há autoridade, os irmãos aprendem que tem que obedecer. Assim é a Igreja. È a casa de Deus e em toda Casa, e em toda família, há autoridade.
Instrução pessoal
E finalmente, o sexto ponto nesta epístola que é importante para a edificação da Igreja é a instrução pessoal ou o discipulado. Vou explicar. No capítulo 5 especialmente vê-se claramente isso. Nem todas as situações são iguais. Paulo diz a Timóteo: “Não repreendas ao ancião, antes exorta-o como a um pai; aos mais jovens, como a irmão; às idosas, como a mães; às jovens, como a irmãs, com toda pureza. Honra as verdadeiras viúvas. Mas se alguma viúva tem filhos, ou netos, aprendam estes primeiro a ser piedosos com sua própria família…“.
O que está dizendo? Não se pode tratar igualmente todas as pessoas. Cada um é cada um. Não se pode tratar um ancião como a um jovem; não se pode tratar um jovem como uma moça. É necessário um trato personalizado e adequado a cada um, segundo a graça, segundo a necessidade, segundo a pessoa, segundo a situação de cada um.
Em seguida fala das viúvas, e você pode observar ao estudar o capítulo 5 que há viúvas e viúvas. Há viúvas jovens, a quem ele recomenda que se casem de novo; há viúvas mais velhas que tem um testemunho excelente, que deve-se coloca-las na lista das irmãs que servem a igreja e precisam ser sustentadas economicamente; há outras que não. Então, não são todos iguais. Do púlpito não se pode conhecer a todos, desde uma grande reunião não se pode chegar a adequadamente a todos.
Por exemplo, um dia prego sobre a didaké que é necessário trabalhar, trabalhar materialmente, ganhar seu sustento de cada dia, e todos escutam a mesma palavra. Mas ali há um irmão que trabalha demais, e eu estou enfatizando que tem que trabalhar. Ele está trabalhando 14 horas por dia, e se sente confirmado em seu trabalho material. E há outro que é folgado para o trabalho, e esse recebe a palavra superficialmente. Não se pode alcançar a todos adequadamente em sua edificação. Aquele que está trabalhando demais, já está sacrificando sua família, está descuidando da obra, quem sabe está trabalhando demais não porque necessite mas por ambição. Este se sentirá confirmado em seu erro. O que está faltando? A instrução pessoal. Precisa conhece-lo, tem que ser pai espiritual, tem que se aproximar desse irmão com amor, com oração, com graça, mas com firmeza e dizer: “Irmão, você está trabalhando demais; não precisa trabalhar tanto“. A um você precisa dizer “Descansa!“, e a outro precisa dizer “Trabalhe mais!“.
Mas quando pregamos, a palavra é geral; faz falta a instrução pessoal. A Igreja se edifica com instrução pessoal. Cada irmão precisa ser conhecido por alguém de forma mais próxima, para instruí-lo e orienta-lo mais especificamente.
Um dia prego que o homem é o cabeça da casa e que tem que assumir a autoridade e a responsabilidade, porque Deus o colocou como cabeça. Mas acontece que tem um irmão que é um tirano em sua casa, um déspota com sua esposa, e depois de me ouvir pregar diz: “Viu o que o pastor disse? Aqui eu sou a autoridade“. E minha palavra que era palavra de Deus, didaké, em vez de ajuda-lo, confirmou sua tirania e seu erro. Sem a instrução pessoal mão se pode edificar.
Precisa conhecer, aproximar-se e dizer: “Irmão, a Bíblia diz que seja cabeça, mas você é um cabeção. Não exagere, vá mais devagar. Deus lhe deu uma esposa, escute a sua esposa as vezes. Ele lhe deu uma ajudadora idônea. Você a está anulando, a está afastando. Não é assim irmão, não é assim“. Precisa uma instrução pessoal.
Outro precisa ser fortalecido. Para uma irmã eu tive que dizer: “Irmã, não afrouxe, enfrente seu marido“, porque fazia falta dizer-lhe isso. Mas não posso ensinar isso como doutrina, era uma instrução muito particular, muito pessoal. E no capítulo 5 há muita instrução particular, pessoal, e sobre tudo o que disse a Timóteo.
Por isso, irmãos, precisamos da instrução pessoal para saber em cada situação escutar, aconselhar, exortar. Alguns necessitam ânimo, outros necessitam oração, outros apenas ser ouvidos, compreendidos, amados. As vezes não sabemos o que dizer a pessoa, damos-lhe um abraço, e choramos com o que chora, e já se vai consolando.
Assim, é indispensável para a edificação da Igreja a instrução pessoal. Cada pessoa é valiosa, cada pessoa é amada por Deus, e Ele quer chegar a cada um com sua graça, com seu amor, com sua medida justa do que cada um precisa. Amém.
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